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	<title># Johnatan Oliveira ~ joww.net - Internet, Segurança, Tecnologia, Linux, Programação, Música e Vida Profissional &#187; vida</title>
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		<title>A emocionante história do morador de rua mais famoso do bairro mais caro de Brasília</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 11:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Johnatan Oliveira joww.net</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele chegou de mansinho, foi ficando e conquistou as pessoas. Criou um vira-lata como se filho fosse. Morreu de frio, numa madrugada, ao lado do fiel companheiro, que chorou e o velou até o fim]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Vou abrir o blog para mostrar esta história a vocês, que não tem nada a ver com tecnologia, mas com a nossa vida.</em></p>
<p><span style="color: #808080;">Ele chegou de mansinho, foi ficando e  conquistou as pessoas. Criou um vira-lata como se filho fosse. Morreu de  frio, numa madrugada, ao lado do fiel companheiro, que chorou e o velou  até o fim.</span></p>
<p>Ele era um lorde maltrapilho. E ainda assim continuava lorde. Bebeu tudo  que pôde. Bebeu até cansar de beber. E de viver. Morreu de frio, ao  relento, perto de uma árvore. E ainda assim morreu lorde. E não há  poesia em dizer isso. Como alguém, maltrapilho, que morre de frio, pode  ser lorde? Good Night era. E da melhor qualidade. Era um lorde às  avessas, sem terno bem cortado, champanhe francês, charuto ou carro  importado. Era um homem que ainda emocionava aquela gente rica, de pouca  conversa com estranhos e quase sempre apressada do nobre Sudoeste.</p>
<p>O  maltrapilho Good Night os fez pensar em si mesmos. E fez essa gente —  dos que moram ali aos que trabalham na região — se render a um homem que  andava com um cachorro vira-lata pelas ruas do bairro, esnobava no  inglês e lia jornal achando que todas as notícias eram iguaizinhas. Good  Night sabia o que dizia. Era um show. Morreu há um mês, enquanto  dormia, naquela semana em que as madrugadas chegaram a registrar entre  nove e 12 graus.</p>
<p>The Dog, como ele chamava o cão que o velou até  fim, chorou. Foi difícil tirá-lo de junto do corpo do amigo. Mas,  afinal, quem era este tal de Good Night? Pouco se sabe. E tudo que se  sabe foi o que ele permitiu saber. Há pelo menos 14 anos, aquele homem  chegou ali. Chegou do nada, vindo do nada. O bairro nobre começava. Good  Night acampou na região. Junto, trouxe uma garrafa de cachaça e um  jornal debaixo do braço — companheiros inseparáveis.</p>
<p>O jornal não  servia de cobertor. Good Night o lia com interesse muito particular.  Aos poucos, mesmo que a gente apressada não o visse, ele foi se  chegando. Cumprimentava as pessoas, mesmo que a maioria não respondesse.  Ria para elas, quando sentia vontade rir. E fez do bairro a última  morada. A voz grossa e meio rouca, sua característica mais marcante, não  combinava com aquele tipo mirradinho. Good Night não media mais que  1,60m.</p>
<p>O homem que bebia todo dia obrigou aquela gente a  percebê-lo. Ele podia usar o banheiro dos prédios comerciais. Quando  estava no auge dos devaneios etílicos, danava-se a falar inglês. E  sacava, quando passava para cumprimentar as pessoas, suas frases de  efeito: “Good Night, boys!” Ou, se era pela manhã: “Good morning, girls!  I love you, girl!” Pedia licença, em inglês: “Excuse me”. E agradecia,  quando lhe davam alguma coisa, também na língua do Tio Sam: “Thank you!  God reward you!” (Deus lhe pague).</p>
<p>Não tardou para ser chamado de  Good Night. E Good Night começou a quebrar o gelo daquela gente do  nobre Sudoeste. Aos poucos, passou a ser visto com condescendência. Sua  presença já não causava tanto incômodo. Nem medo. Nem estranheza. Nem  ameaça. Quando estava sóbrio, geralmente só pela manhãs, era de poucas  palavras. Quase mudo. Lia jornal, revista, o que chegasse às suas mãos,  sempre dada pela caridade alheia. E ficava horas pensando. Good Night  gostava de ficar com ele mesmo.</p>
<h3>The Dog</h3>
<p><a href="http://www.joww.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/thedog.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1050" style="margin: 10px;" title="thedog" src="http://www.joww.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/thedog.jpg" alt="" width="184" height="268" /></a>O Sudoeste cresceu.  Good Night continuou ali. A avenida comercial era toda sua —  especificamente as quadras 102/302 e 103/303. O mendigo virou morador do  bairro mais caro da terra de JK. E, creiam, o mais popular. O mais  divertido. O mais verdadeiro. Caiu no gosto das pessoas. Good Night  amoleceu corações. Chegaram outros moradores de rua. Ele tornou-se uma  espécie de líder. Todos lhe obedeciam. Ele nunca permitiu desordem e  confusão. Levou isso até o fim.</p>
<p>Há cinco anos, um cão vira-lata,  feioso, de pelo vermelho, cheio de pulga, apareceu ali. Não se sabe  como. Afeiçoou-se a Good Night. Ambos se adotaram. Um cuidou do outro.  Um era a referência do outro. Lorde como era, Good Night batizou o  animal. Chamou-o de The Dog. E, creiam de novo, ensinou o vira-lata a  sorrir e cumprimentar as pessoas levantando a pata.</p>
<p>O cachorro  logo aprendeu a elegância do dono. Só atravessava na faixa de pedestre.  Não entrava nas lojas. Não fazia cocô perto da gente elegante. E nunca,  nunca brigou na rua. Na madrugada em que Good Night morreu, The Dog  cuidou dele até que os bombeiros chegassem. Lambia-o. Mexia para que ele  levantasse dali. Hoje, vive com uma menina moradora de rua, que cuida  dele porque prometeu isso a Good Night.</p>
<p>Good Night bebeu até o  dia em que morreu. “Oito dias antes da morte, ele me disse que ia dar um  tempo, que a bebida tava fazendo mal”, conta o cearense Antônio  Aurismar Pimenta, 39 anos, o Mazinho, segurança do Edifício Rhodes  Center 1, na comercial da 103 do Sudoeste. Ele trabalha na região há 14  anos. “Comecei como açougueiro. E, desde que vim pra cá, conheço o Good  Night. Ele era uma pessoa muito boa, todo mundo gostava dele.”</p>
<p>Saudoso,  Mazinho lembra as tiradas pitorescas de Good Night: “Ele gostava de  falar umas coisas em inglês. Era inteligente, parecia ser estudado.  Sempre beijava a mão da síndica e chamava ela de condessa. Nunca  perturbou a vizinhança e ainda exigia que os outros moradores não  perturbassem também. Ele era o xerife de todos eles”.</p>
<p>O porteiro  Eliézio Cardeal, maranhense de 38 anos, há 13 naquele endereço, elogia o  carisma que Good Night despertou nos moradores e na gente que trabalha  na região: “Do rico do pobre, todo mundo gostava dele. Era inteligente.  Falava de política melhor do que os políticos. E me explicava muita  coisa. Vai fazer falta por aqui”.</p>
<h3>Lenda urbana</h3>
<p>Pouco se sabe de  Good Night. Desconfia-se que ele seria carioca. Pelo sotaque cheio de  ‘s’. Contam que ele teria parado na rua por conta de um acidente de  carro, onde morreram a mulher e os dois filhos. Seria ele o motorista.  Há quem tenha ouvido que ele teria sido funcionário da falida Encol. Que  uma desilusão amorosa o levou às ruas. Que seria formado em direito. E  que teria parentes no nobre Sudoeste, na 102.</p>
<p>Pouco importa o que  Good Night teria sido. Ele foi o lorde do Sudoeste. Fez gente tão  distante dele olhar pra ele. E isso já seria seu melhor currículo. “Ele  falava umas línguas que eu não entendia”, espanta-se, até hoje, o  lavador de carros Maikon Michel Santos, 21 anos. E emenda: “Mas era  humilde com as pessoas”.</p>
<p>Na Confeitaria Monjolo, na 103, as  funcionárias tinham ordem para dar um salgado pra ele. “A dona deixava.  Ele era boa pessoa”, diz a caixa Cristiane Santos, 21 anos. Iolanda  Lucena, 20, balconista da padaria Pães e Vinhos, tenta imaginar o que  levou aquele homem a perder-se dele mesmo. “A gente percebia que teve  uma condição boa na vida. Talvez sofreu uma decepção, teve depressão”.</p>
<p>No  restaurante Nautilus, Good Night fez muitos amigos. E foi responsável  por muitas gargalhadas.“Ele só não gostava de madames. Principalmente as  peruas. Imitava todas elas e a gente morria de rir. Era uma graça”,  lembra a atendente Elma Veloso, 25 anos. “Tinha gente que chamava ele  para se sentar e conversar. Uma doutora que trabalha aqui fazia muito  isso”, diz o garçom Fábio Bonfim, 18.</p>
<p>José Lucimar Ribeiro, 31  anos, também atendente, admirava a honestidade dele: “Ele nunca pedia  nada. Quando pedia, era um real. E falava: ‘É pra comprar cachaça mesmo.  Não é pra comida, não’. Ele nunca enganou ninguém”. Na tarde de ontem,  Otalino Firmino, 63, morador da 304, soube da morte de Good Night no  supermercado São Jorge. Levou um susto: “Caraca, ele morreu?”. Era uma  figura. Ia comprar pão e a gente conversava”.</p>
<p>Good Night era tão  Good Night que nunca aceitou ir para abrigo do governo. “Tentamos várias  vezes, mas ele não aceitava”, conta a ex-diretora de serviços da  Administração Regional do Sudoeste, Ivana Natividade, 46 anos, que  cuidava do projeto Anjos da Noite. E elogia: “Ele tinha cultura, era  diferente dos outros”.</p>
<h3>Sentir-se gente</h3>
<p>O dono do  chique restaurante San Lorenzo, na 103, Carlos José de Moura, 47,  tornou-se uma espécie de protetor de Good Night, um homem de 60 anos,  cabelos brancos e pele clara castigada pelo sol do Planalto Central. “A  maneira de se expressar dele me fez perceber que ele tinha conhecimento.  A concordância verbal era perfeita.” Carlos procurou descobrir por que  aquele homem havia parado na rua e se largado tanto. “Tentei resgatar o  passado dele, mas ele me dizia que não gostava de falar disso. Talvez o  mistério desse passado seja o início dessa fuga. Não quis mais entrar no  mérito.”</p>
<p>Good Night contou a Carlos José que se chamava  Frederico. Naquele dia, Fred — como os mais íntimos o chamavam — entrou  no seu restaurante e comeu sempre que quis. “Uma vez, um playboy acusou o  Fred de ter roubado o CD-player do carro dele. Foi lá, no saco de  latinha que ele carregava, e chutou tudo. Eu me meti e disse que ele  jamais teria feito aquilo. E não fez.”</p>
<p>Ao lado de Carlos José,  Good Night sentiu-se forte. Encarou o playboy do Sudoeste e devolveu:  “Você tá pensando que não conheço as leis que me protegem?” E continuou,  cheio de si: “Vou agora ao seu carro, anotar a placa e dar pro meu  advogado. Ele vai te procurar”. Dá-lhe, Good Night! O playboy? Saiu sem  dizer mais nada. Envergonhou-se do papelão e vazou. “Naquele dia, ele me  disse: ‘Você me fez eu sentir gente’. Nossa amizade nasceu ali.”  Emocionado, o dono do restaurante badalado admite: “Só me arrependo de  não ter resgatado a história dele”. E agradece: “Ele me ensinou que a  vida tava sempre boa”.</p>
<p>E assim Good Night viveu. Encantou quem se  deixou ser encantado. Fez piada de si mesmo. Riu dele e da hipocrisia  dos muitos ricos. Ensinou The Dog a atravessar só na faixa, a não sujar o  chão e a cumprimentar as pessoas. Bebeu todas. Fez uma gente olhar pra  ele. E, numa madrugada, morreu de frio, ao lado do seu fiel companheiro,  que chorou sua morte. Viva, Good Night!</p>
<p>God bless him (Deus o  abençoe!)</p>
<h3>Eu conheci um lorde</h3>
<p>Moro  no bairro onde as pessoas não gostam de falar com as pessoas. Um dia, na  confeitaria Monjolo, um sábado à tarde, conversei com Good Night.  Tomava café. Há muito o via, mas nunca havíamos conversado. Lia um  jornal e ele chegou e me perguntou, com sua voz rouca e grave, se eu  podia emprestar um pouco pra ele. Não estava bêbado.</p>
<p>Convidei-o  para se sentar. Ele estranhou. Não sentou, mas conversou em pé mesmo.  Disse que as notícias eram muito iguais e que elas se repetiam. Good  Ningth sabia o que dizia. Falou do calor. E contou que desejava ter asas  para voar. Perguntei por quê? Ele riu e disse que asas levariam ele  para muito longe. Insisti pra onde ele queria ir. Ele disse que era um  lugar que não existia. E olhou distante.</p>
<p>The Dog, que eu só soube  o nome apurando esta matéria, estava ao lado, ouvindo a conversa  atentamente. Good Night não disse seu nome, não me perguntou o meu, leu o  que quis, aceitou uma garrafa de água mineral, agradeceu e foi embora,  chamando o fiel companheiro e pedindo pra ele “se comportar com classe”.  Eu estive diante de um lorde.</p>
<p>via <a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/10/cidades,i=206906/A+EMOCIONANTE+HISTORIA+DO+MORADOR+DE+RUA+MAIS+FAMOSO+DO+BAIRRO+MAIS+CARO+DE+BRASILIA.shtml" target="_blank">CorreioBraziliense</a></p>
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		<title>1° de Dezembro. Dia mundial de Luta Contra a Aids</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 15:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Johnatan Oliveira joww.net</dc:creator>
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		<category><![CDATA[dezembro]]></category>
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		<description><![CDATA[1° de Dezembro. Dia mundial de Luta Contra a Aids]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-514" title="aids-1-de-dezembro" src="http://www.joww.net/blog/wp-content/uploads/2009/12/aids-1-de-dezembro.jpg" alt="aids-1-de-dezembro" width="317" height="350" /></p>
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		<title>Estag.com &#8211; Estágio da Rede Globo</title>
		<link>http://www.joww.net/blog/2009/09/19/estag-com-estagio-da-rede-globo/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 10:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Johnatan Oliveira joww.net</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversão]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Profissional]]></category>
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		<description><![CDATA[Estag.com - Estágio da Rede Globo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas as inscrições para estagiar na Globo.</p>
<p>A Globo.com é o portal que reúne toda a força das Organizações Globo na web.</p>
<p>É líder do Brasil nos segmentos de Esporte, Entretenimento, Notícias, Infantil, Culinária e Vídeos. Neste último, o portal é representado pelo Globovídeos, que reúne 90% da programação produzida pela TV Globo (dados referentes a Mai/09).</p>
<p>A equipe da Globo.com é formada por mais de 400 profissionais. São designers, arquitetos de informação, analistas de sistemas e suporte, programadores, desenvolvedores, jornalistas e mais um grande número de profissionais, todos focados no mesmo objetivo: buscar o novo, pensar sempre à frente, viver com um pé no futuro.</p>
<p><span style="font-size: 11pt;" lang="PT-BR"><strong>INSCRIÇÕES</strong><br />
</span></p>
<p><strong>Para alunos de nível superior com previsão de formatura entre Dezembro/2010 e Dezembro/2011, o Programa de Estágio será composto pelas seguintes etapas:</strong></p>
<p>- Inscrições: 24 de agosto a 29 de setembro<br />
- Prova On-line: 02 a 26 de outubro<br />
- Entrevista Coletiva: 02 a 09 de novembro<br />
- Painel: 13 a 25 de novembro<br />
- Entrevista com o Gestor: 16 a 27 de novembro<br />
- Admissão: 04 de janeiro</p>
<p><strong>Quais são os benefícios?</strong></p>
<p>Carga Horária: 6h/dia<br />
Bolsa-auxílio RJ: R$ 912,50<br />
Vale-refeição: R$ 17,00/dia<br />
Auxílio-transporte<br />
Seguro de vida<br />
Seguro de acidentes pessoais</p>
<p><a title="http://talentos.globo.com/talentos" href="http://talentos.globo.com/talentos" target="_blank">Cadastre seu currículo aqui</a> ( http://talentos.globo.com/talentos )</p>
<p>Vale a pena!</p>
<p><span style="font-size: 11pt;" lang="PT-BR"><br />
</span></p>
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		<title>A polêmica WWF, DM9 e o 11 de setembro: “Francamente, espero que você morra de fome nas ruas”</title>
		<link>http://www.joww.net/blog/2009/09/06/a-polemica-wwf-dm9-e-o-11-de-setembro-%e2%80%9cfrancamente-espero-que-voce-morra-de-fome-nas-ruas%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 00:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Johnatan Oliveira joww.net</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A polêmica WWF, DM9 e o 11 de setembro: “Francamente, espero que você morra de fome nas ruas”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal da <strong><a href="http://thedenveregotist.com/article/4910/the-wwf-ad-controversy-fallout">The Denver Egotist</a></strong> resumiu a polêmica toda, e eu vou aproveitar do mesmo expediente para explicar o que está acontecendo com o anúncio da <strong>WWF</strong> criado pela <strong>DM9</strong>, ou <strong>DDB Brasil</strong> se preferir, considerado desrespeitoso pela opinião pública (norte-americana).</p>
<p>Premiado com Merit no <strong>OneShow</strong> deste ano, somente há alguns dias virou assunto na internet a peça impressa abaixo, em que a WWF diz que o tsunami na Ásia matou 100 vezes mais pessoas do que o ataque ao <strong>World Trade Center</strong>, em 11 de setembro de 2001. O anúncio mostra dezenas de aviões indo em direção a Manhattan e colisão iminente.</p>
<p>É a conhecida tática de usar uma tragédia para dizer que a outra tragédia merece mais a nossa atenção. Isso já foi feito dezenas de vezes na propaganda, mas é claro, mexer com o 11 de setembro é inadmissível para os primos ricos do norte.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-328" title="tsunami" src="http://www.joww.net/blog/wp-content/uploads/2009/09/tsunami.jpg" alt="tsunami" width="627" height="433" /></p>
<p><strong>Com a polêmica instalada, a WWF condenou a peça e disse que jamais viu e aprovou a criação. A DM9 distribuiu nota declarando que</strong> <em>“O anúncio Tsunami para a WWF Brasil foi criado em dezembro de 2008. A agência se desculpa a todos que foram afetados ou ofendidos com o anúncio. Este anúncio nunca deveria ter sido feito e não retrata a filosofia desta agência”</em>.</p>
<p><strong>A mídia também se voltou contra o </strong><strong>One Club, por ter premiado a peça, e em declaração ao </strong><strong><a href="http://www.nydailynews.com/money/2009/09/02/2009-09-02_wwf_appalled_by_911_terror_ad.html">NY Daily News</a>, a DDB Brasil usou a velha saída de</strong> <em>“os responsáveis pelo anúncio já não trabalham mais na agência”</em>.</p>
<p><strong>Mesmo com a grande cobertura de jornais e emissoras de TV dos EUA sobre o assunto, o golpe mais veemente veio do apresentador Keith Olbermann da </strong><strong>MSNBC. No programa </strong><strong>“Countdown”, ele coloca a equipe da DDB Brasil na lista das piores pessoas do mundo, e finaliza dizendo que espera, francamente, que o CEO da agência</strong> <em>“morra de fome nas ruas”</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="627" height="381" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CNKC1FCIrNg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="627" height="381" src="http://www.youtube.com/v/CNKC1FCIrNg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Viu crianças, um dia, aquele anúncio-fantasma da sua pasta pode se voltar contra você. O <a href="http://dognpony.wordpress.com/2009/09/02/how-to-stop-fake-ads-forever/">The Dog &amp; Pony Show</a> diz como poderemos acabar com as peças fake para sempre.</p>
<p>Aqui no <strong>Brainstorm #9</strong> tivemos acesso também ao comercial dessa campanha. Você pode assistir abaixo. A data de produção, indicada na cartela do vídeo, aponta 6 de maio de 2009.<strong></strong></p>
<p>A DM9DDB solicitou ao YouTube a remoção do vídeo. Acho engraçado, pois a agência alegou que não fez o filme, mas tirou o vídeo por “reivindicação de direitos autorais”. De qualquer forma, atualizei o post. Assista abaixo:</p>
<p style="text-align: center;">
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="627" height="381" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="image=http%3A%2F%2Fadland.tv%2Fadland_video%2F148188%2F2224%2Fthumb.jpg&amp;file=http%3A%2F%2Fadland.tv%2Fadland_video%2F148188%2F2224%2Fembed.mp4&amp;skin=http%3A%2F%2Fadland.tv%2Fsites%2Fdefault%2Fmodules%2Fadland_video%2Fmodieus.swf&amp;respectduration=false&amp;plugins=viral-2" /><param name="src" value="http://adland.tv/sites/default/modules/swftools/shared/flash_media_player/player.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="627" height="381" src="http://adland.tv/sites/default/modules/swftools/shared/flash_media_player/player.swf" allowfullscreen="true" flashvars="image=http%3A%2F%2Fadland.tv%2Fadland_video%2F148188%2F2224%2Fthumb.jpg&amp;file=http%3A%2F%2Fadland.tv%2Fadland_video%2F148188%2F2224%2Fembed.mp4&amp;skin=http%3A%2F%2Fadland.tv%2Fsites%2Fdefault%2Fmodules%2Fadland_video%2Fmodieus.swf&amp;respectduration=false&amp;plugins=viral-2"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">(via www.brainstorm9.com.br)</p>
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