“Computador telepata” consegue dizer no que pessoa está pensando

15 mar
2010

Cientistas ingleses desenvolveram um software de computador que consegue ler a mente. Ele é capaz de dizer em que filme – de um total de três – uma pessoa está pensando.

Traduzindo: o computador é capaz de acessar e de ler a memória de uma pessoa.

Os pesquisadores da University College, de Londres, pediram a um grupo de pessoas que assistisse a três filmes de sete segundos, cada um. A informação foi revelada nesta quinta-feira (11) pelo jornal inglês DailyMail.

Os curtas mostravam mulheres realizando tarefas diárias, como tirar uma carta da bolsa e enviá-la e beber café e depois jogar o copo de cafezinho na cesta de lixo.

Depois, os cientistas pediram aos voluntários que pensassem no que tinham visto enquanto seus cérebros eram escaneados.

O cérebro ficou iluminado de formas diferentes para cada filme, permitindo aos pesquisadores criar um software que os classificasse em padrões.

Os voluntários, então, pensaram novamente nos filmes, e o computador “telepata” tentou descobrir em que cada um deles estava pensando.

O software acertou em 45% das vezes – uma porcentagem mais alta do que se tivesse tentado adivinhar, explicaram os cientistas à revista científica Biologia Atual.

O pesquisador Martin Chadwick disse que o estudo sugere que “nossas memórias são gravadas em um padrão regular”.

No ano passado, o pesquisador Eleanor Maguire usou a mesma técnica para calcular onde as pessoas estavam enquanto se moviam em uma sala de realidade virtual. Ele disse que a descoberta significa que “estamos nos aproximando da leitura da mente”.

A revelação de como funciona a memória aumenta a possibilidade de testes infalíveis no detector de mentiras.

Já a interpretação das intenções poderia permitir à polícia prender criminosos antes que eles infrinjam a lei, como foi mostrado no filme Minority Report, estrelado por Tom Cruise.

A pesquisa também pode ajudar no entendimento do Mal de Alzheimer, do enfarto e de outras doenças.

Cientistas americanos já tinham usado a ressonância magnética para prever com precisão para que imagem – de 120 fotos – um voluntário estava olhando.

Segundo o cientista Jack Gallant, é possível que a decodificação do cérebro possa criar problemas éticos e de privacidade dentro de 30 a 50 anos.

- Acreditamos que ninguém deva se submeter a qualquer tipo de leitura do cérebro de forma involuntária, secreta ou sem consentimento.

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