O maior hacker da história
Kevin Mitinick, 45 anos, foi considerado pelo governo dos Estados Unidos o maior criminoso de informática de todos os tempos. O primeiro truque de Mitnick foi descobrir uma forma de fraudar bilhetes de ônibus para passear por Los Angeles sem pagar passagens. “ Um belo dia, enquanto estava no ônibus, descobri que o controle da passagem de ônibus que havia comprado baseava-se no padrão pouco usual do furador de papel. Vi que os motoristas usavam para marcar na tira de papel o dia, a hora e a rota. Um motorista simpático, respondendo minha pergunta cuidadosamente plantada, contou-me onde poderia comprar este tipo especial de furador. As passagens permitiam trocar de ônibus e continuar uma viagem até o destino, mas descobri como usá-las para ir de graça para qualquer lugar que quisesse. Conseguir passagens não marcadas foi bico: as lixeiras nos terminais de ônibus sempre estavam cheias de blocos de passagens parcialmente usados que os mostoristas jogavam fora no final do expediente. Com algumas passagens virgens e o furador, podia marcar minhas próprias trocas de ônibus e ir para qualquer lugar em Los Angeles”, explica o ex-hacker em seu site pessoal.
Na década de 90, Mitnick ficou conhecido no mundo todo e entrou para a lista de procurados do FBI após uma impressionante trajetória de invasões a sites de empresas e do governo. O fim do “sucesso” de Mitinick como hacker começou quando ele invadiu os PCs do cientista Tsutomu Shimomura, que estava ganhando fama por sua colaboração com o governo dos EUA. Shinobura e o FBI iniciaram uma verdadeira caçada cibernética. Depois de algumas semanas Mitinick foi preso na Carolina do Norte.
Mitinick ficou preso entre 1995 e 2000 sem julgamento, o que causou revolta em seus fãs e ajudou a alimentar o mito em torno de si. Estima-se que Mitinick causou um prejuízo de quase R$ 100 milhões, mas ele nunca acumulou um centavo com suas invasões. Embora capaz de feitos tecnológicos admiráveis, a principal estratégia do hacker para invadir ambientes era enganar funcionários de empresas de informática para conseguir senhas e contas de acesso, o que ele denominou de “engenharia social”.
Mitinick ganhou liberdade condicional em 2000 e ficou três anos proibido de se aproximar de um computador ligado na internet. Lançou sua autobiografia em 2007. Hoje, é dono de uma consultoria de segurança de sistemas.
Segurança foi um dos temas da 4ª Jornada de Tecnologia do Banco do Brasil.
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